Olimpio abre sua explanação dizendo que é sócio de 11 entidades policiais e que a entidade APPMARESP, não apenas inexiste como representatividade da PM, como chega a depor contra ela.
Sugere que o atrelamento com a associação de delegados possa ser contratado. O parlamentar conta que em São Paulo viu com tristeza, numa audiência pública sobre o Ciclo Completo, a contratação de pessoas humildes para gritarem chamando a PM de assassinos, chacineiros de Osasco, numa ação imprópria e vergonhosa. Seria criminoso e leviano individualizar condutas de policiais civis para desmoralizar toda a Instituição.


Sobre a unificação, lembrou que o PT colocou (como artigo 105 de seu encontro Nacional de 2015) repetido como um mantra: pela unificação e desmilitarização das polícias militares.


Olimpio relata que anteriormente questionou ministro Jacques Wagner perguntando se ele era favorável a isso e ele respondeu que não, pq essa questão de sindicalização, de direito de greve a 600 mil homens armados é uma questão bastante importante para a sociedade.


Não há lugar nenhum no mundo onde governo de qualquer ideologia tenha feito isso, disse Olimpio.
“É preciso que a sociedade discuta. Enquanto o crime de peculato no código penal comum começa em 4 anos, no militar começa em 8 e vai a 15. É preciso que se amadureça isso. Um bom caminho para a unificação é começarmos unificando salários e carreiras. Vamos buscar processos de formação. Aí, nenhum governo vai querer… É frutífero o debate, acho quen não vai ter prosseguimento nessa linha. Saímos na defesa de um ciclo completo por ser mais barato e uma questão onde as meias polícias que temos aqui (cujo modelo só é seguido em Cabo Verde e na Guiné) colonização portuguesa abandonada há mais de 50 anos. México e Colômbia, citando outro exemplo, evoluíram militarizando suas polícias civis.


Vim deixar claro que enquanto o presidente dessa entidade APPMARESP sofreu perseguições por parte da PM, eu o defendi. Até o momento em que caísse no que o incompatibilizou com a Corporação” encerrou, lembrando que não se pode falar em unificação ouvindo unilateralmente grupos que possam ter interesses outros nessa questão.