Deputados batem boca sobre inclusão de agentes penitenciários na Previdência

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Major Olímpio (SD-SP) defendeu regime especial para categoria

Presidente da comissão, Carlos Marun (PMDB-MS) era contra

No fim, categoria foi incluída pelo relator

O deputado Major Olímpio (SD-SP) durante sessão da comissãoAntonio Augusto/Câmara dos Deputados – 3.mai.2017


03.maio.2017 (quarta-feira) – 13h52

A comissão especial que analisa a reforma da Previdência vota nesta 4ª (3.mai) o relatório de Arthur Maia (PPS-BA). Alvo de polêmicas, o texto causou 1 bate-boca entre o presidente do colegiado, Carlos Marun (PMDB-MS), e  o deputado Major Olímpio (SD-SP).

Defensor dos policiais, Major queria a inclusão dos agentes penitenciários no regime especial, com direito de aposentadoria aos 55 anos. Carlos Marun criticou a categoria, que chegou a invadir o Ministério da Justiça ontem (2.mai) em protesto contra a reforma da Previdência. O peemedebista acusou seus colegas deputados de incitarem a violência.

“Não é possível que quem vem aqui quebrar janela tenha mais direito do que quem vem ordeiramente”, afirmou Marun.

“Não houve incitação a nada, eles têm direitos!”, respondeu Major Olímpio. Assista ao vídeo:

PROTESTOS EM BRASÍLIA

Ontem (2.mai), cerca de 500 agentes penitenciários de vários Estados entraram no Ministério da Justiça e ocuparam o Salão Negro do prédio. Reivindicam o mesmo tratamento dado aos policiais na reforma da Previdência, devido aos riscos da profissão.

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A Força Nacional de Segurança impede que novos manifestantes entrem no Ministério da Justiça Sérgio Lima/Poder360 - 2.mai.2017

A Força Nacional de Segurança impede que novos manifestantes entrem no Ministério da JustiçaSérgio Lima/Poder360 – 2.mai.2017

RELATOR CEDE À PRESSÃO

Apesar de afirmar durante toda a manhã que não faria alterações ao texto, o deputado Arthur Maia cedeu e acabou incluindo os agentes penitenciários no regime especial.

“Os limites de idade [..] poderão ser reduzidos por lei complementar para agentes penitenciários [..] desde que comprovados pelo menos vinte e cinco anos de efetivo exercício de atividade policial, vedado o estabelecimento de idade mínima inferior a cinquenta e cinco anos para ambos os sexos”, diz o relatório final.