Regra de suspeição de juízes pode ser ampliada

Coluna do Estadão

30 Agosto 2017 | 05h30

Foto: Nelson Jr./ASCOM/TSE

 

A polêmica sobre decisões do ministro Gilmar Mendes, do STF, que beneficiaram o empresário Jacob Barata motivou a apresentação de um projeto de lei que amplia as possibilidades nas quais um juiz pode ser impedido de atuar num processo. O magistrado não poderia, por exemplo, atuar nos casos em que foi padrinho de casamento das partes, fato que revelaria convivência familiar próxima. O deputado Major Olímpio (SD-SP) incluiu na justificativa uma foto de Gilmar Mendes como padrinho de casamento da filha de Jacob Barata, solto por ele.

Pra sempre. Para convencer os colegas a aprovar seu texto, o deputado diz que “a função principal de um padrinho é estar disponível na alegria e na tristeza”. E que a madrinha cabe, até mesmo, “acompanhar a noiva ao banheiro no dia do casamento”. Já os padrinhos “tem como função fazer a pista de dança ferver até o fim da noite, garantindo a animação da festa até o último convidado deixar o salão”.