Após três meses o trabalho da Comissão Especial que analisou a PEC 287/16, foi encerrado ontem. Participei de todas as reuniões e audiências públicas para realizar a defesa dos trabalhadores de todos os setores; mas fomos derrotados na Comissão.

Numa manobra vergonhosa, o governo obrigou partidos aliados a trocarem cinco deputados que insistiam em votar conosco contra a reforma.

Contesto de público o absurdo alegado pelo governo, que não cobra as empresas devedoras da previdência, cuja dívida permeia os R$ 500 bilhões, e alega um déficit já demonstrado inexistente por diversos especialistas, inclusive Auditores Fiscais da Receita Federal.

Infelizmente, o governo não quis acolher as sugestões propostas, apesar do meu empenho em modificar o texto, para não alterar as regras atuais para aposentadoria, tornando facultativa a escolha de ser segurado do regime de previdência, permitindo que o trabalhador determinasse aonde seria investido seu dinheiro de contribuição, tendo controle sobre ele, bem como, vedando que o governo desviasse da previdência dinheiro para outras finalidades (como o faz todos anos em bilhões de reais). O problema do Brasil é a corrupção e a má gestão dos recursos públicos.

O texto aprovado manteve mudanças prejudiciais ao trabalhador em questões como a idade mínima, manutenção de privilégios a deputados e senadores (absurdo que não utilizarei, minha inatividade/aposentadoria é como policial militar, para mim Deputado/Senador não é profissão e não deveria ter esses privilégios), regra de transição e pensões. A redação é complexa, justamente para que a população não entenda.

Há profissões simplesmente desconsideradas no texto aprovado, como os Agentes Penitenciários e Socioeducativos, Guardas Municipais, Vigilantes e muitas mais.

Aplicando as regras propostas à realidade de cada brasileiro poderemos notar cada vez mais esse absurdo, um Projeto Desumano que merece nosso desprezo e pressão sobre cada Deputado para que NÃO TRAIA OS TRABALHADORES, não permita e não dê seu voto pela aprovação dessa proposta.

Agora o Projeto irá para o Plenário da Câmara dos Deputados, onde precisará de 308 votos em dois turnos, antes de ir ao Senado.

O governo tentará comprar votos com liberação de milhões de reais em emendas à parlamentares, promessa de anistia a devedores da previdência (inclusive empresa de parlamentares), liberação do pagamento do funrural, liberação de concessão de canal de rádio e TV e outras indecências inimagináveis e sujas serão oferecidas

É a hora de MOBILIZAÇÃO. Não podemos aceitar que justamente o trabalhador, quem contribui de verdade para o crescimento desse País, pague a conta da Corrupção e da Má gestão dos recursos públicos.

MEU VOTO NA COMISSÃO SERÁ REPETIDO NO PLENÁRIO: NÃO À PEC 287, NÃO À REFORMA DA PREVIDÊNCIA, NÃO À PEC DO EXTERMÍNIO DOS TRABALHADORES.

MAJOR OLIMPIO

DEPUTADO FEDERAL