Jornal Gazeta do Povo traz opinião de Major Olimpio sobre morte da vereadora Marielle

“A esquerda sempre tentou arrumar um cadáver para fazer política”, diz deputado da bancada da bala

Major Olimpio, do Solidariedade, acusou “esquerdopatas” de fazerem ilações sobre a participação de PMs na morte da vereadora Marielle Franco;  outros deputados desse grupo também se manifestaram

 
 | Gabriela Korossy    /    Câmara dos Deputados

Integrantes da chamada “bancada da bala” da Câmara dos Deputados reagiram à especulação de que policiais possam estar envolvidos no assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, do PSOL. O deputado Major Olimpio, do Solidariedade, de São Paulo, um ex-oficial da Polícia Militar, lamentou a morte da parlamentar, disse ser preciso também ter a mesma comoção quando policiais são mortos em circunstâncias parecidas, mas deu uma declaração contundente à Gazeta do Povo.

“O fato da vereadora pertencer a um determinado campo político-ideológico me preocupa. A esquerda sempre tentou arrumar um cadáver para fazer política. Vejo com muita preocupação essa quase certeza de muitos ativistas políticos e de artistas dizerem logo ser coisa da PM. Um policial da PM não foi. É muito legalista. Mas se algum policial participou desse crime, que seja responsabilizado”, disse o Major Olimpio, que voltou a criticar o grupo político a que a vereadora pertenceu.

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“Estou vendo os esquerdopatas já resolverem o crime por conta própria. Foram PMs. Pronto. Mas eu poderia pensar outra coisa com a informação que tive de que, no dia que morreu, ela demitiu três pessoas de seu gabinete. Poderia imaginar algo dessa natureza. Como posso imaginar um monte de coisas”, disse o parlamentar.

“Não dá para fazer ilações. As investigações estão apenas começando e toda sociedade quer uma resposta. Quer saber quem foi o autor, ou autores, desse crime bárbaro. Foi uma ação premedita e seja quem for o autor é um facínora”, completou Olimpio.

Outros deputados dessa bancada comentaram. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), que é policial federal, fez dois comentários em suas redes sociais, também na linha de críticas à teoria de envolvimento de um policial no crime.

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“Mais uma lição: se você morrer, seus assassinos serão tratados por suspeitos, salvo se você for do PSOL, aí você coloca a culpa em quem você quiser, inclusive na PM. Eis o verdadeiro preconceito, a hipocrisia. “Para os meus amigos tudo, aos demais a lei”, foi um dos comentários de Eduardo Bolsonaro, que postou outra mensagem na noite de ontem.

“Vão falar, refalar, bater, repetir tanto que a vereadora foi executada por um PM mesmo sem uma prova concreta disso. Daí quando surgir uma possibilidade qualquer de se ligar o crime a policial em particular, pronto, ele já estará condenado”.

Seu pai, o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ), evitou comentar, mas informou por intermédio de sua assessoria de imprensa à Folha de S. Paulo que, se comentasse, iria gerar “polêmica demais”.

Presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, o ex-coronel da PM Alberto Fraga (DEM-DF) evitou polemizar mas deu sua estocada nas redes sociais.

“Mais um ato de covardia praticado contra uma vereadora do PSOL e seu motorista . Ao ser preso, tenham certeza que é um reincidente do crime! E ainda tem gente que defende bandidos!”, publicou Fraga.

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