Jornal Valor Econômico traz declaração de Major Olimpio sobre negativa de PRP a vice de Bolsonaro

O general da reserva Augusto Heleno disse nesta quarta-feira (18) que não será candidato a vice na chapa do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) à Presidência da República. Bolsonaro havia ontem (17) anunciado ter escolhido Heleno, após o fracasso de negociações com o PR, mas o acerto ainda dependia do aval do PRP, partido de Heleno.

Segundo Heleno, a aliança foi barrada pela prioridade do PRP de fazer aumentar sua bancada federal e de compromissos locais com partidos que não se identificam com Bolsonaro.

“Já está fora essa possibilidade [ser vice de Bolsonaro]”, disse ele ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor. “Não houve possibilidade de conciliar. O interesse dos partidos hoje pela lei é fazer deputado federal. Ter grandes bancadas é muito mais interessante do que ter um vice-presidente. E o Partido tinha uma série de compromissos assumidos localmente com outros partidos que não têm nada a ver com o Bolsonaro.” Heleno afirmou, no entanto, que continuará apoiando o deputado do PSL, que já disse anteriormente que o general seria um grande ministro da Defesa.

“Na campanha não vai mudar nada. Já estou trabalhando há muito tempo, pela afinidade que tenho com ele [Bolsonaro] e porque é fundamental no Brasil mudar esse quadro político que está aí.”

“Lei Tim Maia”

Agora, o PSL pode deixar a escolha do vice na chapa para depois da convenção partidária, marcada para domingo, dia 22. A tendência é que Bolsonaro escolha alguém da própria sigla, segundo o presidente do diretório do PSL de São Paulo, deputado Major Olímpio, um dos articuladores políticos da pré-campanha.

Antes de anunciar Heleno, Bolsonaro negociava a vaga com o PR, com a indicação do senador Magno Malta (ES), que também desistiu de participar da eleição deste ano ao lado do presidenciável.

“Fizemos o convite ao general, ele aceitou e imaginamos que para o PRP seria uma grandeza ser vice na chapa de Bolsonaro”, afirmou Major Olímpio. Para o dirigente, não há razão para o PRP não ter aceitado o acordo. “O partido falou que não quer participar da chapa por compromissos pessoais. Mas acho que é a ‘lei Tim Maia’: me dê motivos. É a mesma justificativa usada por Jânio Quadros quando deixou a Presidência por forças ocultas”, afirmou o dirigente do PSL-SP.

Major Olímpio disse que o general Augusto Heleno tem um perfil semelhante ao de Bolsonaro e afirmou não ter entendido a motivação do PRP em não aceitar o convite. Ontem, o dirigente passou o dia com Bolsonaro no Vale do Ribeira, in

Major Olímpio disse ainda que o partido pode optar por uma “solução caseira” para a vaga. Dessa forma, Bolsonaro terá apenas oito segundos de tempo de televisão e rádio no horário eleitoral gratuito. “Temos dentro do partido ótimos quadros e não temos que ficar desesperados para escolher um. A convenção deve deixar em aberto a figura do vice”, afirmou

 

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